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A experiência da Unicamp na implementação e no acompanhamento de Planos Locais de Gestão de Resíduos (PLGR) foi apresentada no 12th International Workshop on UI GreenMetric Sustainable University Rankings (IWGM 2026). A coordenadora da divisão de Gestão de Resíduos e Licenças da Unicamp (GLR), Regina Micaroni, levou ao congresso o trabalho intitulado Auditing the local waste management plans at Unicamp (Auditoria dos Planos Locais de Gestão de Resíduos da Unicamp) que reúne os resultados de uma iniciativa que, desde 2020, vem estimulando os diferentes setores da Universidade a estruturar, atualizar e aprimorar suas práticas de gestão de resíduos.

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Em parceria com a Educoop, Geare promove capacitação na Unicamp e apoia a elaboração de Planos de Gestão de Resíduos em diferentes setores e universidades da Universidade. Crédito: Roberto Donato

A iniciativa é conduzida a partir da capacitação de representantes dos setores da Unicamp em um curso desenvolvido em parceria pela Coordenadoria de Gestão Ambiental e de Resíduos (GEARE) e pela Escola de Educação Corporativa da Unicamp (EDUCORP). A formação apresenta os protocolos institucionais para o gerenciamento de diferentes tipos de resíduos — entre eles biológicos, químicos, radioativos e domésticos — e tem como resultado a elaboração ou revisão do Plano Local de Gestão de Resíduos de cada setor. “O processo não se encerra com a elaboração do plano. Dois anos após sua formulação, os setores passam por visitas técnicas para verificar a evolução das práticas adotadas. As visitas permitem atualizar os diagnósticos e planos de ação, além de avaliar indicadores relacionados à efetividade da implementação dos PLGRs”, explica Micaroni. Entre 2022 e 2024, 36 setores da Unicamp foram auditados. A partir das visitas técnicas, foram elaborados relatórios de avaliação encaminhados aos respectivos setores.

As situações identificadas foram classificadas como conformes, não conformes ou parcialmente conformes, permitindo identificar avanços e pontos que ainda demandam atenção. A avaliação considerou diferentes aspectos da gestão de resíduos, como a segregação de resíduos perigosos e domésticos, a capacitação dos trabalhadores, a existência de procedimentos operacionais padronizados, a adequação dos recipientes utilizados e a adoção de indicadores de acompanhamento.

Desafios: De acordo com Micaroni, os resultados mostram avanços importantes na gestão dos resíduos perigosos, cuja segregação vem sendo realizada de maneira adequada nos setores avaliados. Ao mesmo tempo, a análise identificou um desafio que exige maior atenção: ampliar as ações de prevenção da geração de resíduos e aprimorar a segregação dos resíduos domésticos. “Mais do que verificar o cumprimento de procedimentos, o processo de auditoria tem funcionado como uma ferramenta de melhoria contínua. Os relatórios permitem que cada setor conheça sua situação, identifique pontos críticos e estabeleça ações para aperfeiçoar suas práticas”, pontua a gestora.

A experiência também reforça uma mudança de perspectiva na gestão de resíduos da Universidade: além de garantir a destinação adequada dos materiais gerados, é necessário atuar sobre a própria geração dos resíduos, buscando reduzir volumes, evitar desperdícios e melhorar a separação dos diferentes fluxos desde a origem. Na Unicamp, essa abordagem integra as ações de sustentabilidade institucional e contribui para consolidar uma gestão de resíduos baseada em diagnóstico, acompanhamento de indicadores e melhoria contínua.

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