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A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), por meio da Diretoria Executiva de Sustentabilidade (DExS), participa nesta semana do 12th International Workshop on UI GreenMetric Sustainable University Rankings (IWGM 2026), realizado de 24 a 26 de agosto no Umwelt-Campus Birkenfeld, da Trier University of Applied Sciences, na Alemanha. O encontro reúne dirigentes universitários, pesquisadores, especialistas e gestores de instituições de ensino superior de diferentes países para compartilhar experiências e discutir estratégias para acelerar a sustentabilidade nos campi universitários.

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A edição de 2026 da Conferência do Green Metric é sediada pelo Umwelt-Campus Birkenfeld, campus reconhecido internacionalmente por integrar sustentabilidade às atividades de ensino e pesquisa. Crédito: Divulgação

Com o tema “Avançando na sustentabilidade dos campi por meio da governança, da digitalização e do desempenho integrado”, o workshop tem como objetivo promover o intercâmbio de conhecimentos, apresentar boas práticas e fortalecer a cooperação internacional em torno da sustentabilidade no ensino superior. As discussões abrangem temas como infraestrutura e planejamento territorial, energia e mudanças climáticas, gestão de resíduos, água, mobilidade, educação e pesquisa, além de governança e digitalização — dimensões que também estruturam o UI GreenMetric World University Rankings.

Criado em 2010 pela Universitas Indonesia, o UI GreenMetric tornou-se uma das principais redes internacionais de avaliação e cooperação em sustentabilidade universitária. Mais do que um ranking, a iniciativa busca estimular as universidades a medir seu desempenho, compartilhar soluções e avançar continuamente na transformação de seus campi. Em 2025, a rede reunia mais de 1.745 universidades de aproximadamente 105 países. A Unicamp participa do ranking desde 2017.

Para o chairman do evento, Dr. Vishnu Juwono, da Universitas Indonesia, o workshop é uma oportunidade para ampliar a cooperação entre as universidades. “O ranking UI GreenMetric se consolidou como uma iniciativa que vai além de um instrumento de classificação, constituindo-se em uma rede global voltada ao intercâmbio de conhecimentos, inovação e ações coletivas diante dos desafios ambientais”, disse. Ainda segundo ele, as instituições de ensino superior têm um papel fundamental como catalisadoras de uma transformação para a sustentabilidade.

A edição de 2026 é sediada pelo Umwelt-Campus Birkenfeld, campus da Trier University of Applied Sciences reconhecido internacionalmente por integrar sustentabilidade às atividades de ensino, pesquisa, operação e relacionamento com a sociedade. Para a presidente da Trier University of Applied Sciences, a professora Dorit Schumann, sediar o encontro significa oferecer o campus como um espaço de aprendizagem prática. Na avertura do evento, ela afirmou que em Birkenfeld, “sustentabilidade não é somente um princípio, mas um jeito de viver. Nosso campus e um laboratório vivo onde os participantes podem ter uma experiência de sustentabilidade na prática”, disse.

A experiência da Unicamp em sustentabilidade

A participação da DExS coloca em evidência iniciativas desenvolvidas pela Unicamp em diferentes dimensões da sustentabilidade. A arquiteta e assessora da DExS, Thalita Dalbelo apresentará a experiência da Universidade em circularidade no campus, abordando estratégias e práticas relacionadas à transição para modelos mais circulares de gestão e operação universitária. A programação também contará com a participação de Regina Micaroni, da Coordenadoria de Gestão de Resíduos e Licenças, que apresentará a experiência da Unicamp em gestão de resíduos no campus, tema relacionado a um dos critérios centrais do UI GreenMetric.

Outro destaque da participação brasileira será a presença da Unicamp em uma sessão de painéis dedicada ao projeto do Hub Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (HIDS), iniciativa que articula planejamento territorial, inovação e sustentabilidade. “Nosso objetivo é apresentar o HIDS Unicamp como uma experiência de transformação do território universitário e de integração entre universidade, pesquisa, inovação e desenvolvimento sustentável”, destacou o diretor executivo da Unicamp, Roberto Donato, que lidera a comitiva da Unicamp na Alemanha.

Birkenfeld: um laboratório de economia circular

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Campus de Birkenfeld é referência em circularidade. Crédito: Divulgação

A escolha de Birkenfeld como sede do workshop reforça a relevância da circularidade na agenda do encontro. O Umwelt-Campus Birkenfeld é reconhecido como um campus de emissão zero e desenvolve, há décadas, uma abordagem que integra sustentabilidade à infraestrutura, à gestão, ao ensino e à pesquisa. Em 2026, ao completar 30 anos, o campus alcançou a quarta colocação geral no UI GreenMetric e recebeu reconhecimento em diferentes categorias do German Sustainability Award.

A economia circular é uma das áreas em que Birkenfeld vem desenvolvendo experiências particularmente relevantes. O campus mantém iniciativas de redução de resíduos, reutilização, reparo e valorização de materiais, além de projetos que aproximam estudantes do chamado “letramento para a economia circular”, estimulando práticas de reutilização, prevenção de resíduos e separação adequada de materiais.

Entre as iniciativas estão o Repair Café, adoção de embalagens reutilizáveis para refeições, ações de reaproveitamento de móveis e projetos voltados à melhoria da gestão de materiais recicláveis. O campus também desenvolve pesquisas sobre monitoramento digital dos fluxos de materiais e sobre novas formas de implementação da economia circular.

A experiência de Birkenfeld evidencia uma perspectiva que também ganha espaço na Unicamp: a sustentabilidade não se limita a projetos ambientais isolados, mas pode orientar a própria forma como a universidade planeja, constrói, opera, pesquisa e se relaciona com a comunidade. “Nesse sentido, a participação da DExS no IWGM 2026 contribui para ampliar a inserção internacional da Unicamp na agenda de sustentabilidade universitária e, ao mesmo tempo, para aproximar a Universidade de experiências e redes que podem colaborar com o desenvolvimento de soluções para os desafios ambientais, sociais e territoriais do campus”, acredita Dalbelo.

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